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20 junho 2013

Lisboa em Si

É já amanhã, Sexta, pelas 22h, que Lisboa ouvirá os seus sons orquestrados, num conjunto que reunirá vários sinos de igrejas, cacilheiros, eléctricos, sirenes de bombeiros - numa composição musical de 7 minutos, em homenagem as 7 colinas da cidade, interpretada por cerca de 100 músicos.


Aguardo com expectativa!

Saber mais: www.lisboaemsi.com

18 junho 2013

Agenda Cultural


Soube que a partir de amanhã e até dia 26 (excepto dia 24), "vai estar em cena" um espectáculo da brasileira 'Companhia das Inutilezas', que aconselho a todos, desde logo pela sua originalidade.

Chama-se nãotemnenome e cada apresentação é antecedida de encontros entre os actores e os espectadores e depois "os actores apropriam-se das narrativas recolhidas e partilham em cena histórias sem dono nas quais nos podemos reconhecer".

O primeiro encontro não tem de ser no mesmo dia que o espectáculo (ou antes, a segunda parte do "espectáculo").

A segunda parte passa-se num apartamento, na Rua da Boavista, em ambiente descontraído, enquanto se pode beber vinho ou café, comer morangos ou chocolate.

Os bilhetes são 14 euros - 7 com os descontos habituais do Maria Matos: menores de 30, estudantes, desempregados... Para mais informações ir à página deste teatro municipal ou contactar 218 438 801 | bilheteira.teatromariamatos@egeac.pt

29 maio 2013

Daqui Acolá - Mobilidade em Lisboa


No remate do já aqui mencionado festival "Faz-me Festas nos Anjos", haverá uma tertúlia já na próxima sexta,  às 18h30 no Regueirão dos Anjos 68 (Taberna das Almas).

Dois dos oradores convidados são também colaboradores neste blogue :)
Daqui Acolá será um debate sobre outras mobilidades possíveis na cidade de Lisboa. Com a popularização da bicicleta, têm surgido diversos colectivos que praticam a sua apologia activa; a consciencialização dos malefícios da dependência automóvel expandiu-se, até incluir também a defesa do direito à acessibilidade pedonal; são assim várias as maneiras de perspectivar quais as políticas correctas para a mobilidade suave.
Com o trânsito automóvel fechado, o corredor do Regueirão dos Anjos ganha vida. O que antes era um túnel pode ser uma baliza…uma parede sem reboco pode ser o coito de umas escondidas…e o chão torna-se bom para desenhar uma macaca ou correr à apanhada. O Regueirão será finalmente ocupado com jogos e pessoas.

Com: Rosa Félix, Paulo Cambra, Matteo Sarnà e Duarte de Araújo Mata.
Moderação: Tiago Carvalho


07 março 2013

DEBATE Niemeyer, Brasília e a cidade moderna


O nome de Óscar Niemeyer, recentemente desaparecido, é universalmente reconhecido como figura incontornável da arquitectura moderna. Esse reconhecimento deve-se sobretudo às obras projectadas para a cidade de Brasília no final da década de 1950. Brasília, por sua vez, pode ser considerada como o mais amplo e completo exemplo concretizado dos princípios funcionalistas do urbanismo e da arquitectura modernos, tal como foram estabelecidos pelos Congrès Internationaux d’Architecture Moderne (CIAM) nos anos 1920/30 e fixados na chamada «Carta de Atenas» (1933) por Le Corbusier.

Em conjunto, a obra e o percurso de Niemeyer, o plano e a construção de Brasília e os princípios do urbanismo e arquitectura modernos, podem de certo modo ser vistos como diferentes níveis de análise sobre o complexo papel social e político da teoria e prática arquitectónica moderna na história do século XX: as suas contradições e aporias, convergências e divergências, apologias e críticas. Se por um lado o movimento moderno tentou apresentar-se a maioria das vezes como um projecto exclusivamente técnico, por outro lado, sempre procurou fundamentar-se na ideia de uma transformação social total através da simples construção de novas formas urbanas e arquitectónicas, onde o exercício de arquitectura aparece como um exercício de «engenharia social». Ao mesmo tempo que se apresenta como um projecto apolítico e um «estilo internacional», vê-se progressivamente a participar na consolidação e auto-representação de diversos Estados-nação através de projectos-símbolo de modernização social. Se começa por ser uma síntese progressista entre as vanguardas artísticas e os avanços técnico-industriais da Europa Ocidental entreguerras, será apenas a partir da destruição da Segunda Guerra Mundial que terá oportunidade de execução prática e será nas fases de modernização atrasada dos países de passado colonial das décadas de 1950 e 1960 que realizará os projectos mais ambiciosos (Brasília, Chandigarh, Islamabad, etc).

No urbanismo e na arquitectura modernistas, e naturalmente também em Niemeyer e Brasília, cruzam-se assim de forma ambígua diversos temas do pensamento social, político e cultural moderno (utopia e ideologia, capitalismo e socialismo, revolução e reformismo, poder e dinheiro, política e arte, etc.), cruzamentos que observados retrospectivamente revelam problemáticas fundamentais, porventura ainda hoje longe de terem sido verdadeiramente ultrapassadas.

Mais do que uma evocação de Niemeyer ou uma discussão sobre o exemplo concreto de Brasília, a Unipop e a revista Imprópria propõem um debate que, partindo daí, aborde esses diversos cruzamentos sob a perspectiva da cidade moderna.

21 janeiro 2013


Na próxima 5ª feira, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, Rui Pereira apresenta o seu livro "Tempos", no âmbito da inauguração de uma exposição da sua Obra Gráfica, com um espectáculo musical e mais algumas surpresas.

Rui Pereira é um designer gráfico, um artista, de indiscutível valor. É também funcionário da CML. Um dos cerca de 9.500.

Lembro-me bem da sua desorientação e angústia quando no seu serviço, há uns anos atrás, as suas chefias, por pressão do então Vereador José Cardoso da Silva, exigiram-lhe que passasse a "picar o ponto". Entrar a horas e cumprir escrupulosamente o seu horário.

Foi uma medida que tinha toda a razão de ser para um grande conjunto de funcionários, que desempenham tarefas, por exemplo de atendimento ao público ou mesmo de back-office, e cuja quantidade e eficácia do trabalho que realizam está directamente ligada ao número de horas que trabalham em articulação com os munícipes e o resto dos serviços da Câmara.

É uma medida que não tem sentido para funcionários como o Rui, que tanto podem trabalhar no edifício da Câmara como em sua casa (com poupanças para a própria Câmara, neste caso), que podem trabalhar com grande qualidade pela noite fora, quando eventualmente têm inspiração para isso, e podem ser totalmente inúteis se os obrigarem a criar cartazes das 9 às 5.

Conto esta pequena história para dizer que qualquer que sejam as reformas - que são necessárias - na Administração Pública, há que ter a audácia de privilegiar a autonomia e a responsabilização das várias Divisões ou Unidades e não tratar tudo, toda a grande máquina da Administração, da mesma forma, com directivas rígidas de cima para baixo, que se focam exclusivamente no controlo do aparelho e no cumprimento de todas as normas, em vez de se focarem no objectivo final que é, enfim, que a Câmara/o Estado funcione bem, com justiça e que preste um serviço de qualidade aos cidadãos.



20 janeiro 2013

Agenda do Pequeno-almoço em Lisboa

Criámos uma agenda electrónica para calendarizar e divulgar os eventos que ocorrem em Lisboa, relacionados com a vivência da cidade. Tentaremos mantê-la actualizada.

Se utiliza o calendário google, poderá sincronizar esta agenda, carregando no botão "+ google calendários", na barra lateral.

Agradecemos o envio de sugestões de iniciativas para:  pequenoalmoco.lisboa@gmail.com .