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30 abril 2014

Velocidadas praticadas numa avenida de Lisboa

A MUBi fez um levantamento (inserido num relatório sobre a nova ciclovia) sobre as velocidades praticadas pelos automobilistas na Av. Infante D Henrique.
O gráfico diz muito sobre a nossa cidade, sobre as escolhas da polícia (que não fiscaliza) e da CML (que insiste em ter dezenas de avenidas urbanas com perfil de auto-estrada), e sobre as causas da sinistralidade e a insegurança dos peões e ciclistas.

23 julho 2013

De bicicleta eu vou!

Sabia que cerca de 50% dos trajectos em meio urbano com recurso automóvel são inferiores a 5 km? (Fonte: Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta)

Poderão grande parte desses trajectos ser substituídos pelo uso de transportes públicos ou até mesmo de bicicleta?

Para quem inicia uma nova rotina com um outro tipo de transporte, terá provavelmente que estudar novos percursos.

Se optar pela bicicleta e se ainda não reparou, para além da estrada já conhecida dos automobilistas, há uma extensa rede ciclável pela cidade.

De facto, são cada vez mais os utilizadores destas pistas para lazer mas também nas deslocações casa-trabalho, com múltiplas vantagens individuais e para a cidade. Alia-se o exercício físico com mais oportunidades de descobrir a sua Lisboa, reduzindo o tráfego automóvel e por isso melhorando a qualidade do ar, a médio e longo prazo.

No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, Lisboa E-Nova volta a apostar n' "Um dia a pedalar". E porque não?


Aqui está uma óptima oportunidade das empresas incentivarem os seus trabalhadores a experimentarem as ciclovias da cidade.

Se é empregador(a), informe-se sobre esta iniciativa e como poderá inscrever a sua empresa na página da Lisboa E-Nova.

Se está empregado e pretende aderir a esta iniciativa, fale com a sua empresa para aderir e planeie o seu trajecto no dia 20 de Setembro.

Recomendo o uso da ferramenta http://lxi.cm-lisboa.pt/lxi/, onde pode visualizar as ciclovias a usar no seu trajecto casa-trabalho (módulo "Temática" -> ciclovias) e a distância a percorrer.

A velocidade média de bicicleta em cidade anda pelos 14km/h, dependendo dos percursos de subida, em contraposição dos 5 km/h do peão.

Será que ganha tempo se for de bicicleta para o trabalho?

Experimente! Em grande parte dos casos, verá que os resultados são espantosos!

07 abril 2013

El coche nos cuesta

Há cerca de 20 anos atrás, o excesso de automóveis já era um problema muito grave na gigantesca Cidade do México. Foi então implementada uma medida bem simples que, apesar de bem intencionada, poderá ter contribuído até para agravar o problema.

Foram implementadas medidas restritivas à circulação durante determinados dias da semana conforme o número da matrícula. Resultado: muitas das famílias que já tinham automóvel, tiveram mais um incentivo para adquirir uma 2ª ou 3ª viatura para poder contornar a proibição.

Hoje em dia, segundo notícias que nos chegam, a abordagem para a resolução deste problema tem sido muito sofisticada, envolvendo recursos muito substanciais (mas provavelmente não tantos como os que já foram gastos para criar toda a panóplia de infraestruturas para os carros), inspirados nas melhores práticas das capitais europeias:

  • Aposta nos transportes públicos (TP)
  • Densificação da cidade, nomeadamente em torno de terminais de TP
  • Encarecimento do preço dos combustíveis para automóveis (diminuição dos subsídios)
  • Taxação do seu uso/ocupação do espaço público (nomeadamente parquímetros)
  • Redesenho do Espaço Público, retirando espaço ao automóvel (estreitamento ou retirada de faixas de rodagem)


Apesar da diferença de escala, os paralelismos com os problemas que a cidade de Lisboa são evidentes.

Numa altura que todos os candidatos e quadros partidários deverão estar a preparar os seus programas às eleições autárquicas, fica aqui a sugestão para eles, de visualização desta pequena apresentação do ITDP-México que o meu amigo João Pimentel Ferreira tem andado a divulgar.

29 março 2013

Lisboa esvaziada

Tal como em pleno Agosto, nas férias da Páscoa ou nos feriados, Lisboa fica uma cidade muito mais apetecível para circular a pé ou de bicicleta. O "trânsito" desaparece para outras bandas...


Todas as últimas sextas-feiras do mês, a Massa Crítica de Lisboa acontece. Para lá de qualquer motivação pessoal de cada participante que se junta ao movimento, este encontro tem como um dos objectivos chamar a atenção dos automobilistas que Lisboa até é uma cidade onde é possível circular de bicicleta.

Nem por acaso, hoje também se realiza o 2º aniversário da Cicloficina dos Anjos, que após cerca de 100 semanas de funcionamento voluntário, irá fazer uma festa de celebração e convívio para a comunidade ciclista com comes, bebes e música.


11 março 2013

Requalificação da Alameda da Universidade

Já na campanha para as eleições autárquicas de 1997, quando acompanhei António Abreu a uma reunião na  Universidade de Lisboa com as Associações de Estudantes das escolas da Universidade, os estudantes queixavam-se da autentica auto-estrada que atravessa a Cidade Universitária, com evidentes problemas de segurança, de poluição (sobretudo sonora), e tornando a alameda da universidade num sítio desagradável para se estar.

Há cerca de 3 anos foram feitas importantes obras de requalificação nas laterais da alameda. Os taludes, mais ou menos abandonados, serviam para estacionamento desordenado. O estacionamento foi retirado e foram criados caminhos pedonais e cicláveis... Ainda assim, não há obra de requalificação que possa resultar bem ao lado da omnipresente auto-estrada, com o ruído incessante dos pneus na estrada, dos motores e das buzinas, que se insiste em usar, apesar de serem proibidas dentro das localidades pelo código da estrada.


São por isso muito bem vindas as obras que começaram hoje na zona e que segundo as notícias pretendem condicionar o transito dentro do Campus, bem como eliminar o parque de estacionamento em frente à reitoria e criar uma esplanada.

Uma esplanada ao pé de uma auto-estrada, como hoje temos, seria impossível resultar, mas a dinâmica de convívio e circulação de pessoas que o projecto - apresentado no âmbito do Orçamento Participativo - pode proporcionar aquela zona, pode ter efeitos positivos não só na Alameda, mas até por ali abaixo, para o jardim do Campo Grande, um dos mais notáveis da cidade, mas também abandonado porque rodeado de faixas de rodagem, com transito de alta velocidade.



Face a estas boas notícias, Carlos Barbosa, presidente do ACP, decide expor em público uma vez mais a sua boçalidade:  «É evidente que é uma estupidez completa, só uma pessoa muito incompetente como é o caso de Manuel Salgado é que pode continuar a fazer estas parvoíces todas na cidade de Lisboa».

Estas e outras declarações não são só motivadas por interesses partidários.

É sabido que Carlos Barbosa foi candidato à CML pelo PSD e fez sempre oposição ao executivo camarário, utilizando às vezes os próprios meios do ACP para o efeito... Mas obviamente que o PSD não olha para a cidade como um gigantesco parque de estacionamento, atravessado por vias rápidas por todos os lados... O que aqui temos é um caso sério de cretinice que os media, claro, aproveitam sempre, como quem aproveita as declarações de Alberto João, na festa do Chão da Lagoa, já com uns copitos a mais.




10 março 2013

Transportes Públicos na AML

Com elevação critica, hoje debateu-se o enquadramento político, o papel dos operadores e os impactes sociais dos Transportes Públicos na Área Metropolitana de Lisboa...

Muitos indicadores atuais fazem-nos concluir que atravessamos um momento socialmente sensível e particularmente marcante para o sistema de transportes nas áreas metropolitanas. 

As mudanças politicas em curso determinaram alguns aumentos tarifários do transporte coletivo, contribuindo para a diminuição da sua atratividade para o utente. Esta consequência sabemos estar totalmente desalinhada das politicas europeias de transportes, em particular, no que diz respeito à necessidade de reequilíbrio da repartição modal e de desincentivo da opção pelo transporte individual motorizado privado.

A sustentabilidade das empresas do setor dos transportes é essencial mas não pode ser analisada de forma isolada ou sem um entendimento económico mais abrangente. O sistema de transportes tem um carácter transversal e a sua relação com o planeamento e ordenamento do território é por demais evidente! Portanto, urge pensar no atual conceito de prestação de serviço público, assim como, nos vários modelos de financiamento possíveis para o efeito!




Sendo esta uma questão completamente transversal a matérias como a habitação, emprego, ambiente, urbanismo e ordenamento do território, apenas queria deixar as seguintes reflexões:


- numa fase em que as dependências casa/trabalho aumentaram distâncias
- numa fase em que a mobilidade para além de um direito é um fator de acesso a oportunidades de emprego e de inclusão social
- numa fase em que nunca foi tão oportuno como agora, a promoção da utilização do transporte público alterando o paradigma cultural atual e ambicionando um sistema de transportes com uma repartição modal mais equilibrada

Estaremos mesmo a trabalhar de uma forma institucionalmente integrada e centrada nas necessidades do cidadão?
Estaremos mesmo a dialogar em plataformas de stakeholders inclusivas (governo, reguladores, autoridades metropolitanas, autarquias locais, operadores de transportes, gestores de infraestruturas, comissões de utentes, comissões de trabalhadores, sindicatos e associações civicas e/ou outras ong’s)?
Estaremos mesmo a resolver os problemas à escala territorial apropriada, promovendo um desenvolvimento social, ambiental e economicamente sustentável?

27 fevereiro 2013

Para que serve afinal esta Rua?


Situemo-nos: estamos na Rua Garrett, Chiado, a Rua com o preço do imobiliário mais caro do País, designadamente do retalho.
A Rua tem milhares de pessoas que, naturalmente não cabendo nos estreitos passeios que lhes destinaram, circulam em toda a largura do perfil.
A questão é simples: O que fazem estes carros ali estacionados (já nem falo dos de 2ª fila...)?
É natural que se possa aceder de carro a esta rua, para carga e descarga e tomada e largada de passageiros, mas os cerca de 15 lugares de estacionamento permanentes podem ameaçar os negócios de tantas empresas e afastar milhares de pessoas que a procuram?

11 fevereiro 2013

Reunião descentralizada de Câmara

As reuniões descentralizadas da CML foram uma proposta do BE/Sá Fernandes, resultantes do acordo PS-BE em Lisboa em 2007.

Estas reuniões são uma oportunidade para o cidadão comum expor os problemas que sente na cidade directamente ao Presidente e Vereadores da CML. Como forma de ir ter com as pessoas, a Câmara organiza estas reuniões periodicamente em diferentes áreas da cidade, onde a prioridade das intervenções (limitadas a 20 inscrições) são dadas a temas relacionados com aquelas freguesias abrangidas.

Os munícipes podem assim usar da palavra para abordar casos cujas competências que não cabem a uma Junta de Freguesia, mas sim a uma organização superior que tem poder de resolução dos problemas.

Reunião descentralizada de 06.02.2013 na Escola Nuno Gonçalves, Penha de França
Tendo-me inscrito para participar com a devida antecedência, não passei no "casting". O tema que ia abordar talvez não tivesse a pronta resposta da CML, mas várias intervenções tiveram respostas saborosas envolvendo umas empreitadas que iam começar já na semana seguinte e outras que iriam estar concluídas no Verão - houvesse eleições todos os anos!...


Caso da Rua Morais Soares

Nos vários orçamentos participativos anteriores apresentei uma proposta de reperfilamento da Rua Morais Soares. Era esse problema que tencionava abordar nos 3min concedidos.

A Rua Morais Soares, uma rua comercial por excelência, comparável à Estrada de Benfica. É fronteira entre 3 freguesias e terra de ninguém.

Os passeios são claramente insuficientes para as centenas de peões que os percorrem a cada hora (e em qualquer altura do dia e noite!) em direcção às bocas do Metro na Praça do Chile. Quem lá anda, tem de constantemente parar para dar passagem a outros peões, e andar com uma cadeirinha de bebé é uma ilusão, pelo menos no troço entre a R. Cavaleiro de Oliveira e a Pç. do Chile.
Nível de serviço para peões. A Morais Soares está entre o D e o E.
A presença de 8 lugares de estacionamento (apenas 8) é o que causa ente incómodo para os peões, sobrando um passeio com 1,20m de largura. A isto acrescenta-se que a maioria dos passeios não tem os lancis rebaixados, numa zona em que a maior parte da população é idosa, e a maioria não tem automóvel.

É certo que o estacionamento nesta zona é complicado - talvez por se situar também na fronteira da abrangência das zonas com parquímetros da EMEL - pelo que remover 8 lugares de estacionamento poderia ser um problema, mas há que reconhecer que daria uma muito maior qualidade de vida aos milhares de peões que todos os dias ali circulam.

Durante o dia, o estacionamento em segunda fila é prática corrente, e durante a noite não há passeio que resista ao estacionamento selvagem. Os autocarros chegam a demorar 10min para percorrerem toda a rua em hora de ponta, por causa do estacionamento em segunda fila.

A solução passaria talvez por colocar corredores BUS em ambos os sentidos, e remover os tais 8 lugares de estacionamento que permitiriam alargar o passeio, no alinhamento das paragens de autocarro.



A presença de carris também é um problema não só para a degradação do estado do pavimento - não há dia de chuva em que não se formem poças e que os peões fiquem encharcados à passagem dos veículos - mas também para quem circula de bicicleta. A Morais Soares pode ser o melhor caminho para quem tenciona subir para Sapadores e Graça. Não se compreende a sua (ainda) presença pois os carris já há muito que estão cobertos a montante e a jusante .

Esta "terra de ninguém" já merecia a atenção da CML.

04 fevereiro 2013

Ovo de Colombo ou de Serpente

Esta foto de Campo de Ourique, retirada AQUI, deixa-me várias preocupações.
Por um lado saber aliar as medidas de acalmia de tráfego, absolutamente necessárias, com um desenho urbano de qualidade.
Por outro lado, saber ajustar a necessidade de intervenções baratas, com o mínimo de garantia de qualidade urbana. 
O multiplicar de certas soluções sem o devido contexto e acautelamento requer todas as cautelas. 
Para que um "Ovo de Colombo" não se transforme num "Ovo de Serpente". 

18 janeiro 2013

Basta de Atropelamentos

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) tem assumido um papel cada vez mais activo na defesa dos direitos e condições para os ciclistas em meio urbano. Ainda bem. O ciclismo não é uma actividade meramente desportiva ou recreativa, que se faz com roupas de licra aos fins de semana. A bicicleta é e deve ser cada vez mais o meio de transporte individual mais utilizado dentro da cidade, em que as distancias a percorrer não são demasiado longas e onde factores como
 a) poluição sonora e atmosférica,
 b) espaço ocupado (na estrada e no estacionamento), e
 c) segurança dos cidadãos    
são absolutamente críticos numa cidade que se quer mais dinâmica, densa e humanizada.

Assim é de valorizar muito esta iniciativa, a "Manifestação Nacional - Basta de Atropelamentos"


É uma manifestação nacional mas descentralizada, em várias cidades do país.

Em Lisboa, a concentração é no Terreiro do Paço, palco de tantos dramáticos atropelamentos, nomeadamente quando do tempo em que ainda passava ali uma autêntica via-rápida, com 3 faixas para cada lado.

Hoje só há uma faixa para cada lado e em paralelos, em vez de alcatrão, o que provocou uma acalmia significativa do tráfego.

Ainda assim, há cerca de 2 semanas, na passagem de ano, morreu lá um jovem de 25 anos, atropelado por um BMW.

06 dezembro 2012

"isto merece uma buzinadela" ?


Do jardim da casa da minha avó, na Costa do Castelo, a vista era deslumbrante.

Curiosamente, essa casa foi vendida, após o seu falecimento, a um preço relativamente baixo para a casa que era. Ninguém pegava nela, o preço foi baixando e acabou por ser um casal de holandeses que a comprou. Os primeiros compradores que não colocaram objecções a que uma casa de sala gigante com vista para Lisboa, com terraços e jardins que vão encostar à muralha do Castelo, não tivesse garagem.

Mas não era sobre isto que eu queria escrever.

Queria contar que do jardim da minha avó via-se toda a cidade e ouvia-se ininterruptamente buzinas e mais buzinas ao longe.

É realmente impressionante: milhares e milhares de automobilistas a chamar a atenção para o amigo que vai no passeio; a avisar o carro da frente que semáforo está verde e que eles não têm tempo a perder; ou pura e simplesmente a agredir o peão ou o ciclista que não lhes deu humildemente passagem, com os 110 decibéis da buzina (é sabido que acima dos 85 decibéis há danos irreversíveis no aparelho auditivo); causam uma "nuvem" de poluição sonora em Lisboa, que é quase sempre menosprezada, mas que tem efeitos tão ou mais graves na saúde e na qualidade de vida como a poluição atmosférica ou o não cumprimento das rigorosas regras de higiene alimentar que a ASAE impôs aos restaurantes e tabernas da nossa cidade.