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01 dezembro 2014

Uma 2ª Geração de medidas para acabar com o marasmo

Duas das propostas às quais foram atribuídas verbas no âmbito do processo do Orçamento Participativo deste ano, foram da autoria de Rosa Félix, co-autra deste blog adormecido no éter da WWW.

São 2 propostas que se complementam.
Criar ligações cicláveis entre o eixo Av. Almirante Reis/Av. Guerra Junqueiro/Av. Roma e o eixo Av. da República/Av. Fontes Pereira de Melo/Av. da Liberdade, através da implementação de medidas de acalmia e de sinalética que promovam velocidades de circulação de tráfego abaixo de 30Km/h e lembre a partilha de espaço com bicicletas


Criar condições para a mobilidade ciclável no eixo Av. Almirante Reis/Av. Guerra Junqueiro/Av. Roma. Esta proposta implica:
a) a criação de um espaço canal próprio para bicicletas na Av. Almirante Reis (ou em faixas Bus onde não for possível); b) a criação de condições para a circulação de bicicletas em ambos os sentidos na Av. Guerra Junqueiro, e c) a criação de um percurso ciclável na Av. de Roma

São propostas importantes que esperamos ver implementadas em breve e não irem parar à gaveta dos projectos que venceram o Orçamento Participativo mas que nunca foram implementados...

Talvez não. São tudo projectos obvios e fáceis de executar.

Começando pelo mais evidente: a Av. de Roma, com as suas 3 faixas para cada lado tem espaço que chegue para mesmo os fanáticos do pópó não se incomodarem sequer com os habituais protestos.

O caso da Guerra Junqueiro é mais complexo, porque o nosso código da estrada não permite - ao contrário do que acontece em muitas cidades europeias - que as bicicletas circulem em sentido contrário ao dos automóveis.



Uma boa solução pode ser abandonar o estacionamento em espinha naquela artéria (pelo menos num dos lados), colocando-o paralelo ao passeio e libertando espaço para uma ciclovia bi-direccional... Ao mesmo tempo diminuia-se assim a presença automóvel naquela Avenida, que tem tanta vida, e que desta forma pode vir a tornar-se das mais agradáveis de Lisboa.

Finalmente, o caso da Almirante Reis, poderia passar pela implementação de uma faixa BUS em toda a Avenida em que pudessem circular os transportes públicos com mais velocidade e as bicicletas.

Se formos a ver bem não seria nada de muito extraordinário: Hoje em dia, os estacionamentos em 2ª fila quase que trasformaram aquela avenida numa artéria de 1 faixa para cada lado.

Creio que os logistas, incentivados por uma maior fiscalização, adaptar-se-iam rapidamente a fazer as cargas e descargas fora das horas de fluxo de transportes públicos (ocupando as faixas BUS) e os automobilistas em geral também saberiam encontrar alternativas... (por exemplo: não faz sentido que seja mais rápido ir da Alameda à Sé pelo coração da cidade, pela Almirante Reis, Praça da Figueira e subir pelo centro historico, do que pelos túneis das Olaias que eram supostamente as "auto-estradas da cidade".

Esta última reforma, ao contrário das outras propostas de banal implementação, seria de facto uma importante e estrutural marca na cidade.

Seria dar início a uma 2ª geração de medidas para se diminuir a carga automóvel em Lisboa e assim melhorar a qualidade de vida de quem cá mora... "2ª geração de medidas" essas que se estão a tornar cada vez mais urgentes para acabarmos de vez (outra vez) com o marasmo e voltarmos a sentir novamente aquele entusiasmo que houve há uns anos quando se inauguraram as primeiras ciclovias, limitou-se o transito no em importantes zonas da cidade como o Terreiro do Paço, Marquês de Pombal ou Duque de Loulé.  

Foto de um passado que já parece ter sido há muitos, muitos anos atrás...

21 setembro 2013

Movimento sexy!

Mais uma vez a envolvente da Avenida Guerra Junqueiro está a mobilizar-se na dinamização do seu comércio local, tentando assim lutar contra as quebras acentuadas da sua procura.
Assim se descreve a iniciativa do Movimento Certo:
"Durante dois dias, o comércio e as pessoas vão tomar conta da rua por todo o bairro e estar no lugar dos carros em 3 vias: na Av. Guerra Junqueiro, na Rua Presidente Wilson e na Rua Edison, onde o trânsito será encerrado e as vias, onde todos os dias circulam carros, ocupadas com múltiplas iniciativas: Conferências, Exposições de Fotografias, Aulas de Ginástica, aulas do Método de Rose, Contos Tradicionais para Toda a Família, passeios de bicicleta, concertos de música, passeios de segways, um Mercado de Flores, um Mercado Biológico, uma Venda da Garagem, um grande Jantar – Street Dinner – na Av. Guerra Junqueiro, que culminará com um Baile no meio da via. Para esse jantar, as pessoas deverão levar roupa branca e comprarão um kit de comida nos estabelecimentos de restauração e bebidas da zona, preparado por cada um deles com os seus produtos e depois degustado numa grande mesa comunitária que será instalada ao longo da Av. Guerra Junqueiro, no meio da via, diariamente ocupada por carros.O estacionamento de moradores e dos muitos visitantes previstos será assegurado pelos 3 parques de estacionamento da zona e artérias circundantes que não terão qualquer condicionamento. Naturalmente, que estarão previstos canais de segurança e de emergência nas 3 vias que estarão encerradas.Para além desta programação, os comerciantes estão a preparar para esses dois dias muitas iniciativas para todo o bairro, desde a abertura dos estabelecimentos até às 24 horas, a decoração de manequins no exterior, a apresentação de colecções de roupa na rua, a venda de livros, doces e flores na rua, uma Ice Cream Party, o prolongamento das esplanadas para as vias, intervenções de rua, passeios de burro, massagens, aulas de inglês, e ainda, a inauguração do primeiro bairro WI FI de Lisboa.O nosso Movimento de Comerciantes tem procurado contribuir desde há 4 meses para a dinamização e revitalização do comércio de rua, ajudando a melhorar as condições para as compras em família, promovendo o comércio ao ar livre, num espaço público aprazível, seguro, com fácil estacionamento, boa arquitectura e com uma oferta diversificada e de qualidade em que a Cultura é um elemento sempre presente. Os princípios subjacentes à Semana da Mobilidade são partilhados pelo nosso Movimento constituindo um incentivo perfeito para na prática os tentarmos aplicar na melhoria efectiva do comércio e da qualidade de vida das pessoas.Todo este nosso evento foi preparado pelos comerciantes e todos os participantes intervêm gratuitamente. Quisemos envolver toda a comunidade do bairro (comerciantes, moradores e instituições) e preferimos não estar integrados nas programações da Semana da Mobilidade das entidades Oficiais. Quisemos mostrar que um movimento de comerciantes, de cidadãos de Lisboa, totalmente apartidário e descomprometido, consegue fazer algo pelo comércio da sua cidade, através da colaboração, inter-ajuda e criatividade.É isso que nos move."



Ficam algumas fotos de um pequeno passeio de bicicleta (de ontem) que ilustra a adesão ao evento, e como, com pequenos exemplos de alteração de hábitos se pode fazer a diferença na utilização do espaço público e consequentemente dar vida às ruas da cidade.
Mais do que "movimento certo", este é um Movimento Sexy!