Mostrar mensagens com a etiqueta EMEL. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EMEL. Mostrar todas as mensagens

21 dezembro 2014

EMEL “oferece” estacionamento em Lisboa no Natal


Com vista a "apoiar o comércio local", a EMEL oferece o estacionamento na via pública no centro da cidade.
Para quê apanhar o metro quando se pode pegar no automóvel para ir às compras?
Era mesmo deste impulso ao comércio local que precisávamos. Obrigada.

Rua Garret em vésperas de Natal

19 maio 2014

Transportes na «Casa da Cidadania»

Inicia-se amanhã pelas 18h00 um ciclo de quatro debates na Assembleia Municipal de Lisboa referente aos Transportes nesta cidade e no âmbito das sessões temáticas da, muito nobre e justamente aclamada, «Casa da Cidadania».

Image

Aproveitando a divulgação e convite da AML, aqui fica o contributo para divulgar os temas em agenda:

Debate Temático - os transportes em Lisboa
1.ª sessão – dia 20 de Maio, 18h00
os transportes que temos e como funcionamPainel, moderado por Helena Roseta, Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa
Germano Martins, Presidente do Conselho Executivo da AMTL - Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa
Vasco Colaço, Presidente da DECO - Associação de Defesa do Consumidor
Sérgio Monte, Presidente do SITRA, Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes e membro do Secretariado Executivo da UGT
José Manuel Oliveira, Coordenador da FECTRANS, Federação dos Sindicatos de Tranportes e Comunicações e membro da Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP
Carlos Carvalho, Engenheiro, especialista em transportes e membro do Conselho Geral da EMEL
2.ª sessão – dia 27 de Maio, 18h00
o sistema de mobilidade urbana na AML: quem faz o quê e quem paga
3.ª sessão – dia 3 de Junho, 18h00
organização e financiamento do serviço de transportes colectivos em áreas metropolitanas4ª sessão – dia 24 de Junho, 18h00
a experiência europeia e os desafios para Lisboa

06 setembro 2013

Ar limpo – Está nas "nossas" mãos

Inicia-se um mês de inúmeros debates que normalmente, por força das circunstâncias, ganham visibilidade proporcional à dimensão fraturante dos temas. Permitam-me assim dar o meu pequeno contributo para o destaque que a Mobilidade deve merecer na agenda política atual. 
Este mês não é de todo alheio a este tema (ver European Mobility Week), e julgo que anualmente tem existido um esforço real de (re)inventar formas de mudar mentalidades, sensibilizando para os desafios contemporâneos da mobilidade.

Em Lisboa antecipando a Semana Europeia de Mobilidade (16 a 22 de Setembro) está em curso a sensibilização para o mote deste ano: Ar limpo - Está nas tuas mãos, com um programa ambicioso do qual destaco, a título de exemplo,  a 2ª edição do passeio de bicicleta entre Almada e Lisboa (que em 2012 foi um verdadeiro sucesso!).

Fica a sugestão para este ano:
Passeio de bicicleta 2 margens 2 rodas 2013

É de salutar a participação alargada das diversas entidades, que conjuntamente unem esforços incessantes (não só durante a semana da mobilidade) e se empenham no desígnio da promoção da mobilidade sustentável, seja lutando por melhores condições de mobilidade suave, seja pela defesa de um bom serviço de transportes públicos (pela dedicação associativa, tantas vezes voluntariosa, deixo os meus parabéns e apoio à UVP-FPC, FPCUB e MUBI).

Aproveitando igualmente a oportunidade, não posso deixar de destacar o importante trabalho desenvolvido pela Comissão Europeia na promoção de boas práticas de mobilidade sustentável, designadamente com a iniciativa Do the right mix, que em 2012 premiou a iniciativa portuguesa Sexta de Bicicleta que, por cá, tem dado visibilidade e resultados muito interessantes* (encontra-se em aberto o concurso para iniciativas de 2013 (até 1 de novembro))... Com semelhante pertinência a nível nacional, a FPCUB volta este ano a atribuir o Prémio Nacional da Mobilidade em Bicicleta no próximo dia 18 de setembro.

Neste contexto, tendo presente o caminho percorrido até à data, é importante registar os inspiradores sinais de mudança que se registaram em Lisboa, nomeadamente ao nível institucional na Câmara Municipal de Lisboa e na EMEL, a qual, se modernizou desde logo na sua designação (agora "Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa") passando a não tratar apenas do estacionamento automóvel, como também, se debruçar, de uma forma mais alargada, sobre as diversas áreas de atuação da mobilidade urbana. É precisamente disto exemplo o lançamento do Prémio EMEL Acessibilidade, que pretende premiar futuros concorrentes que privilegiem a melhoria de condições de Acessibilidade Pedonal (10 de setembro).

A todos, deixo o desejo de continuação de um bom trabalho, sobretudo nesta importante missão de melhoria da mobilidade urbana, na sua sustentabilidade ambiental, na sua correspondência às aspirações coletivas e na necessária sensibilidade social que as politicas municipais de transportes e mobilidade deverão acautelar. Que continuem presentes estas preocupações (não só em setembro) sobretudo porque estes desígnios  em tudo participam, de uma estratégia transversal de melhoria da eficiência energética, de promoção de inclusão social e de garantia da acessibilidade universal!



* à hora de publicação deste post:

1092 participantes levam hoje a bicicleta consigo para as ruas
1662.2 km já pedalados hoje pelo país todo*
216.1 kg de emissões de CO2 já evitadas hoje*

29 maio 2013

Daqui Acolá - Mobilidade em Lisboa


No remate do já aqui mencionado festival "Faz-me Festas nos Anjos", haverá uma tertúlia já na próxima sexta,  às 18h30 no Regueirão dos Anjos 68 (Taberna das Almas).

Dois dos oradores convidados são também colaboradores neste blogue :)
Daqui Acolá será um debate sobre outras mobilidades possíveis na cidade de Lisboa. Com a popularização da bicicleta, têm surgido diversos colectivos que praticam a sua apologia activa; a consciencialização dos malefícios da dependência automóvel expandiu-se, até incluir também a defesa do direito à acessibilidade pedonal; são assim várias as maneiras de perspectivar quais as políticas correctas para a mobilidade suave.
Com o trânsito automóvel fechado, o corredor do Regueirão dos Anjos ganha vida. O que antes era um túnel pode ser uma baliza…uma parede sem reboco pode ser o coito de umas escondidas…e o chão torna-se bom para desenhar uma macaca ou correr à apanhada. O Regueirão será finalmente ocupado com jogos e pessoas.

Com: Rosa Félix, Paulo Cambra, Matteo Sarnà e Duarte de Araújo Mata.
Moderação: Tiago Carvalho


25 abril 2013

Sobre o Financiamento do Transporte Público

António Costa diz que receitas da EMEL e IMI podem financiar transportes públicos

 

Algumas ideias que podem ser interessantes, num debate cada vez mais urgente, do financiamento dos transportes públicos. Mesmo tendo em conta que o IMI tem as suas falhas, por exemplo no coeficiente de localização.

11 abril 2013

Uma Santanada

Fazem falta tantos mais investimentos em mobilidade ciclável na cidade e isso é tão importante para termos uma cidade mais humanizada, despoluída, com mais gente, em que apeteça viver, que me custa atacar um projecto camarário nessa área... mas num contexto de constrangimentos financeiros, isto, mais que um tiro ao lado, roça a "Santanada".

Conheço bem o discurso das bicicletas eléctricas. É complementar ao das colinas e ao da falta de duches nos locais de destino...

Caricaturando um pouco, diria que a ideia vem sobretudo daquele pessoal que vive a contradição entre um discurso e uma percepção de que a cidade não aguenta com mais carros, e um sentimento pessoal de que sem carro não se consegue pura e simplesmente ter uma vida normal.

Imagino Nunes da Silva assim. A pensar para os seus botões «Se eu fosse Vereador em Amesterdão ou em Paris, andaria de bicicleta para todo o lado... As pessoas ver-me-iam a passar de bicicleta com o meu cachimbo e diriam "Lá vai o Professor de bicicleta"... Agora cá em Lisboa é impossível... Só se fosse com uma bicicleta eléctrica!».



O resultado só pode ser mau.

Para além do dinheiro mal gasto - os custos associados a este tipo de bicicletas e respectiva manutenção superam em larga escala o custo e manutenção de bicicletas convencionais - num serviço sem utilidade pública e que vai competir com serviços semelhantes, prestados aos turistas, por pequenas empresas e empreendedores privados da cidade; o problema mais grave, do meu ponto de vista, na linha em que já apontou o Miguel,  é que desacredita as enormes virtuosidades do projecto inicial, retirando margem de manobra política para a sua implementação num futuro que se quer mais próximo possível.

É preciso que isto seja dito claramente: Na verdade, o sistema que vai ser agora implementado, não é um verdadeiro sistema de bicicletas de uso partilhado. É um pequeno negócio de aluguer de bicicletas eclécticas a turistas, concebido, ainda para mais, por alguém que tem preconceitos em relação à bicicleta como modo de deslocação dentro da cidade.



É também lamentável que se envolva a EMEL neste projecto. Coloquem ao menos a Associação de Turismo de Lisboa a tratar disto... Terá a EMEL quadros a mais sem missões para cumprir? Terá a EMEL excesso de fundos e nenhum investimento a fazer na sua área de acção?

É que são caprichos deste género que levam às vezes empresas públicas (como a EMEL), perfeitamente saudáveis e funcionais, a desarticularem-se e a terem resultados negativos. Depois levantam-se as habituais vozes pela concessão e privatização a privados... Mas isso é outro tema, para outro post...