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28 agosto 2013

Sobre a colina de Sant'Ana

Reportagem do Expresso sobre o futuro imobiliário dos hospitais Miguel Bombarda, São José, Santa Marta e Capuchos. Quanto ao Desterro, já sabemos que será qualquer coisa tipo LX Factory.

Chamo a atenção no artigo para o prazo de conclusão do projecto. Tal como no caso do post anterior, é necessário realmente haver investimento para isto... Haverá realmente o novo Hospital Lisboa Oriental nos próximos 10 anos? 

10 março 2013

Transportes Públicos na AML

Com elevação critica, hoje debateu-se o enquadramento político, o papel dos operadores e os impactes sociais dos Transportes Públicos na Área Metropolitana de Lisboa...

Muitos indicadores atuais fazem-nos concluir que atravessamos um momento socialmente sensível e particularmente marcante para o sistema de transportes nas áreas metropolitanas. 

As mudanças politicas em curso determinaram alguns aumentos tarifários do transporte coletivo, contribuindo para a diminuição da sua atratividade para o utente. Esta consequência sabemos estar totalmente desalinhada das politicas europeias de transportes, em particular, no que diz respeito à necessidade de reequilíbrio da repartição modal e de desincentivo da opção pelo transporte individual motorizado privado.

A sustentabilidade das empresas do setor dos transportes é essencial mas não pode ser analisada de forma isolada ou sem um entendimento económico mais abrangente. O sistema de transportes tem um carácter transversal e a sua relação com o planeamento e ordenamento do território é por demais evidente! Portanto, urge pensar no atual conceito de prestação de serviço público, assim como, nos vários modelos de financiamento possíveis para o efeito!




Sendo esta uma questão completamente transversal a matérias como a habitação, emprego, ambiente, urbanismo e ordenamento do território, apenas queria deixar as seguintes reflexões:


- numa fase em que as dependências casa/trabalho aumentaram distâncias
- numa fase em que a mobilidade para além de um direito é um fator de acesso a oportunidades de emprego e de inclusão social
- numa fase em que nunca foi tão oportuno como agora, a promoção da utilização do transporte público alterando o paradigma cultural atual e ambicionando um sistema de transportes com uma repartição modal mais equilibrada

Estaremos mesmo a trabalhar de uma forma institucionalmente integrada e centrada nas necessidades do cidadão?
Estaremos mesmo a dialogar em plataformas de stakeholders inclusivas (governo, reguladores, autoridades metropolitanas, autarquias locais, operadores de transportes, gestores de infraestruturas, comissões de utentes, comissões de trabalhadores, sindicatos e associações civicas e/ou outras ong’s)?
Estaremos mesmo a resolver os problemas à escala territorial apropriada, promovendo um desenvolvimento social, ambiental e economicamente sustentável?

03 fevereiro 2013

A Lisboa de Caracas



O Casal Vistoso, logo a Nascente do Areeiro, sempre foi isto.

Ao longe, a silhueta mais parece daquelas cidades da América do Sul. Uma vez vi uma foto de Caracas, que tem um núcleo central de arranha-céus sem qualidade arquitectónica redeada em 360ºC por bairros de lata. Aqui, os bairros de lata já foram desmantelados, mas o horror urbanistico mantém-se e a analogia inevitável. Já não bstava o horror das Olaias de Tomás Taveira, em 2013 vamos nascer algo ainda mais alto, ainda mais feio...

Desengane-se quem pense que "isto" que se vê na foto foi aprovado ontem. "Isto", um prédio, já tem uns bons anos, mas só agora brotou do solo. Porque as aprovações deixam herança para o futuro.

Quando vejo este tipo de urbanismo, a que somos todos unânimes em exclamar "mas o que é isto?", penso sempre que os impactes de construir este tipo de "cidade" terá implicações e por muitas gerações.

Bem sei que as pessoas que aqui virão viver "aguentam, ai aguentam", aliás até pagam para aqui viver, mas não é justo, para ninguém, que o Estado permita, através de regulamentos, leis, que "isto" aconteça.

02 fevereiro 2013

Urbanismo no Estado Novo

No centenário do Instituto Superior Técnico, instituto que Duarte Pacheco presidiu enquanto acumulava funções como Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e como Ministro das Obras Públicas e Comunicações, tive oportunidade de ver pela primeira vez o filme propagandista da altura: "Lisboa de Hoje e de Amanhã".

Trata-se de um documentário bastante completo sobre os grandes planos para Lisboa na década de 40, em que nenhuma função da cidade ficou esquecida: habitação, mobilidade e transportes públicos, comércio e indústria, educação, higiene e saneamento, encontro, cultura e desporto, turismo, entre outras.

No filme consegue-se identificar a maior parte dos cenários, incluindo aqueles que hoje estão completamente diferentes, como é o caso do Largo do Martim Moniz, ou da Praça da Figueira - que já foi um Mercado coberto e mesmo um parque de estacionamento.


Rotunda do Relógio ?

É também interessante observar o ritmo das empreitadas da CML ou constatar que muitos dos planos a médio e longo prazo, aqui apresentados, não passaram de planos, como a futura ponte sobre o Tejo amarrada ao Beato, ou a 5ª Circular subterrânea: "um túnel envolvendo a Baixa, o Corpo Santo, até ao Campo das Cebolas".

Considero um filme a não perder, principalmente numa altura de preparação dos programas eleitorais autárquicos.

 

Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=hLAs9oDvsOM
Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=dnW533DJAqA
Parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=OJ5OkJCJ_6M
Parte 4 - http://www.youtube.com/watch?v=Lr1I6TyERY8