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06 janeiro 2015

O estacionamento como função social das juntas e câmaras

A notícia de que o estacionamento por baixo do Príncipe Real não vai mesmo avançar é uma excelente novidade para Lisboa. Mas continuando a ler a notícia, fico na realidade triste com o que aparece. Diz o texto que "ainda assim, para Carla Madeira [presidente da Junta de Freguesia], continua a existir a necessidade de estacionamento naquela zona, pelo que defende a construção de um outro parque", seguindo-se uma discussão das possíveis localizações.
Nem me refiro ao anacronismo de a maioria dos autarcas achar que é sempre preciso mais e mais estacionamento, mas algo pior e que abrange muito mais gente. Refiro-me à ideia, muito entranhada entre nós basta falar com um autarca ou ler as discussões sobre a cidade, que cabe às autarquias providenciar estacionamento. Reparem, há imensas pessoas sem casa, mas as autarquias tem um papel limitado na habitação. Há imensas pessoas desempregadas, mas as autarquias não estão a criar emprego. Há pessoas a passar fome, mas ninguém acha que a culpa é das câmaras e juntas.
Há tarefas que pela sua natureza têm de passar por uma entidade pública central, como licenciamentos, inspeções, iluminação, esgotos, limpeza urbana, etc. mas o estacionamento não é um desses casos. Não me refiro ao estacionamento na via pública, que obviamente tem de ser gerido por uma entidade pública, mas ao estacionamento construído de raiz, seja em subterrâneos ou silos, que é o que está em causa. Nada proíbe um privado de construir e operar um estacionamento, como aliás se comprova pela existência de alguns* na zona referida.
Não está em causa uma escolha política de esquerda vs. direita, de mais serviços providenciados pelo Estado vs. pelo mercado, mas um problema de prioridades sociais.  É assumido por todos que o emprego, a alimentação e a habitação são tarefas que podem ser entregues na sua quase totalidade ao mercado, mas cabe ao Estado garantir a "habitação para os automóveis".
*O facto de serem em número reduzido, prova que o estacionamento é subsidiado nas nossas cidades.

03 janeiro 2015

Exposições de garagem

Fui hoje pela primeira vez ao "novo" espaço de exposições do CCB, a garagem Sul.

Aparentemente, quanto projectaram e construíram o Centro Cultural de Belém, uma das mais polémicas obras da cidade, não só pelo seu impacto junto à zona histórica do Mosteiro dos Jerónimos, mas sobretudo pelo seu custo (a obra com o que o Cavaquismo assinalou a Presidência Portuguesa da CEE custou cerca de 200 milhões de euros, cerca de 6,5 vezes mais do que o inicialmente previsto), quando projectaram o Centro Cultural, dizia, sub-dimensionaram o espaço para exposição relativamente ao espaço de estacionamento.

A solução, passados todos estes anos, foi naturalmente transformar um dos parques em sala de exposição.

O acesso é meio manhoso, mas o espaço serve perfeitamente para o que se quer.



Mais garagens subterrâneas, nomeadamente no centro da cidade, se transformassem em salas de exposição, ginásios, dancetarias, salas de ensaio e de espectáculo, e outros locais que não necessitem de janelas para funcionar.

21 dezembro 2014

EMEL “oferece” estacionamento em Lisboa no Natal


Com vista a "apoiar o comércio local", a EMEL oferece o estacionamento na via pública no centro da cidade.
Para quê apanhar o metro quando se pode pegar no automóvel para ir às compras?
Era mesmo deste impulso ao comércio local que precisávamos. Obrigada.

Rua Garret em vésperas de Natal