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23 julho 2013

De bicicleta eu vou!

Sabia que cerca de 50% dos trajectos em meio urbano com recurso automóvel são inferiores a 5 km? (Fonte: Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta)

Poderão grande parte desses trajectos ser substituídos pelo uso de transportes públicos ou até mesmo de bicicleta?

Para quem inicia uma nova rotina com um outro tipo de transporte, terá provavelmente que estudar novos percursos.

Se optar pela bicicleta e se ainda não reparou, para além da estrada já conhecida dos automobilistas, há uma extensa rede ciclável pela cidade.

De facto, são cada vez mais os utilizadores destas pistas para lazer mas também nas deslocações casa-trabalho, com múltiplas vantagens individuais e para a cidade. Alia-se o exercício físico com mais oportunidades de descobrir a sua Lisboa, reduzindo o tráfego automóvel e por isso melhorando a qualidade do ar, a médio e longo prazo.

No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, Lisboa E-Nova volta a apostar n' "Um dia a pedalar". E porque não?


Aqui está uma óptima oportunidade das empresas incentivarem os seus trabalhadores a experimentarem as ciclovias da cidade.

Se é empregador(a), informe-se sobre esta iniciativa e como poderá inscrever a sua empresa na página da Lisboa E-Nova.

Se está empregado e pretende aderir a esta iniciativa, fale com a sua empresa para aderir e planeie o seu trajecto no dia 20 de Setembro.

Recomendo o uso da ferramenta http://lxi.cm-lisboa.pt/lxi/, onde pode visualizar as ciclovias a usar no seu trajecto casa-trabalho (módulo "Temática" -> ciclovias) e a distância a percorrer.

A velocidade média de bicicleta em cidade anda pelos 14km/h, dependendo dos percursos de subida, em contraposição dos 5 km/h do peão.

Será que ganha tempo se for de bicicleta para o trabalho?

Experimente! Em grande parte dos casos, verá que os resultados são espantosos!

20 julho 2013

Mouraria, quem diria?

Decorreu por estes dias a iniciativa Mouraria Light Walk, e pela visita que fiz, valeu a pena a experiência!




Num momento em que se fala tanto da "salvação nacional", aqui está um exemplo de como um projecto transversal acrescenta valor e transforma positivamente a cidade, salvando-a do declínio/esquecimento... Basta revisitar os problemas sociais e urbanísticos que a zona apresentava há uns anos largos e comparar com a actual dinâmica que lá se consegue constatar, para perceber que intervenções desta natureza mobilizam energias coletivas, provavelmente impossíveis para os mais cépticos ou "cavaquistas do destino"...



Muito ainda falta fazer, mas os sinais de reabilitação urbana são motivadores e a dedicação da população local é uma inspiração!


A ver:

«A Cidade de Bicicleta»

Vale a pena ler a entrevista de Duarte Mata (que entre outras coisas é co-autor deste blog) ao Jornal Pedal, por Tiago Carvalho.

 Aqui, on line nas páginas 14 e 15.

19 julho 2013

Júlio de Matos abre Jardins ao público

Um espaço verde de grande potencial aberto ao público a partir de hoje e de forma permanente, em horário alargado. Uma área fundamental da estrutura verde da Cidade, fazendo de "rótula" entre o Campo Grande, Mata de Alvalade e a Quinta das Conchas.
http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/hospital-julio-de-matos-abre-seus-jardins-ao-publico

O Intendente regenera-se com TODOS

O poder político fez a sua parte: renovou espaços físicos e infra-estruturas e, acima de tudo, aproveitou os recursos locais, promovendo o encontro entre pessoas, culturas e associações do bairro.
O expoente máximo desse encontro é o Festival TODOS, realizado anualmente em Setembro.

A foto abaixo foi tirada numa dessas iniciativas, no arquivo fotográfico: 1 músico, cantando e tocando, sob pano de fundo de uma exposição fotográfica com as pessoas do bairro.


Reconheci algumas das caras com que me cruzava no dia-a-dia. Lembro-me que posteriormente encontrei uma dessas pessoas e a sua fotografia na exposição foi o mote para iniciarmos conversa. Desde aí dizemos olá quando nos avistamos.

São estas relações que gosto de sentir nas ruas do Intendente. Entre as pessoas, as organizações e as próprias lojas de bairro.

Como hoje, numa farmácia, em que enquanto esperava para ser atendida, fui brindada com 1 compilação de fotografias do bairro, desde os anos 20 aos dias de hoje, a passar no ecrã da farmácia. E soube que eram muitas as pessoas que lá iam espreitar para, como elas referiam, ao pedir permissão para entrar, quererem "ver 1 pouco de televisão".

Fonte: GoogleMaps

Agradeço à farmácia e às pessoas que nela trabalham por este serviço. É esta 1 válida razão para fazer questão de a continuar a frequentar.

17 julho 2013

Espaço público é para ocupar mesmo

Num outro post abordei a revolução sentida nos últimos anos no Intendente.

Talvez incitada por este investimento autárquico na renovação e apropriação do espaço público para usufruto das pessoas, tenho-me encontrado cada vez mais amante destes pontos de convergência de culturas, vizinhos, vidas.

Desta vez, decidi experimentar 1 outro espaço de Lisboa.

Depois do jantar, lancei o convite a 1 amiga, que partilha deste gosto. Em vez de ficarmos em casa, sentadas no sofá, desta vez, deambulámos pela freguesia da Penha de França.

Mesmo ao pé da Praça Paiva Couceiro, não resisti aos neons da roulotte em plena actividade e pedi 1 fartura quentinha, lembrando os velhos tempos de infância.

Ficámos pela Praça renovada, conversando e apreciando a vida que por ali passava àquela hora. Era surpreendente a quantidade de pessoas, miúdos e graúdos, e das relações que se estabeleciam entre elas naquela noite amena. Sentiam-se os laços do bairro, pelas gargalhadas e sorrisos, o vai-vém das bicicletas, o ladrar dos cães, as conversas entre as cartadas. Fiquei com vontade de também para aqui vir com a família.

Entretidas e perante tanto reboliço, não demos pelas horas passar. Era quase meia-noite quando reparámos e decidimos ir conhecer o resultado final do mural, junto à igreja da Penha de França.

A subida em boa companhia e, apesar da hora, fez-se tranquilamente e em segurança. No mural, chamaram-me a atenção os corações. Vendo os outros detalhes, reparo na lenda inscrita.

Gostei deste novo marco da freguesia. Um verdadeiro spot de arte urbana, para encontros enamorados ou inspiração para histórias com crianças, dependendo da perspectiva e criatividade.


Fonte da fotografia: https://www.zaask.pt/user/leonorbrilha

13 julho 2013

Sobre a falta de transparência na máquina do Estado

A CML recorreu da decisão do Tribunal Administrativo sobre a obrigatoriedade de ceder ao jornalista António Cerejo, e portanto tornar público, o relatório do Vereador Nunes da Silva, elaborado em 2011, sobre a contratação pública na Câmara.

Independentemente do relatório em si, os termos em que está redigido o recurso da CML é todo um notável Manifesto sobre a relação do Estado, dos políticos e da Administração Pública com os cidadãos.

«Trata-se de proteger a reserva das discussões e documentos de cariz político que outra utilidade não têm do que ajudar na tomada de decisões e opções, essas sim públicas», diz o recurso.

Esta visão da Câmara ou do Estado, como uma entidade fortemente autonomizada, uma espécie de máquina fechada, composta por especialistas e meios capazes de produzir o melhor produto final possível para os cidadãos consumirem e calarem, é um flagelo em Lisboa e em muitos e muitos sectores do aparelho de estado. Um flagelo que origina fenómenos como a pequena corrupção e o tráfico de influências, mas também está relacionado com a própria falta de eficácia da "máquina do Estado", excesso de burocracia, uma Administração pouco vocacionada e focalizada em servir os cidadãos, resolver os seus problemas, responder aos seus desafios.

Quer isto dizer que não ponho toda a responsabilidade em António Costa, como faz Cerejo, mas alargo a crítica a toda uma Cultura instalada no aparelho de estado, dos responsáveis políticos aos Dirigentes e quadros da Administração, em vários níveis, de opacidade, inacessibilidade e mesmo de falta de transparência.


No entanto, naturalmente, o Executivo não pode deixar de ser alvo de críticas concretas.

O Vereador Nunes da Silva, independentemente de ter ou não razão nas criticas que fez no seu relatório de 2011, foi incómodo e levantou uma série de questões que se já se puseram a muitas pessoas: porque é que há tantos ajustes directos? Porque é que é que não há maior diversidade de fornecedores? Porque é que são tão vulgares os "trabalhos a mais" e a derrapagem de orçamentos?

Recorrer neste momento da decisão do Tribunal Administrativo, serve só para adiar, para depois das eleições autárquicas, a divulgação do relatório, obstaculizando o debate em torno de uma série de questões que são polémicas e muito importantes de serem debatidas entre todos os lisboetas.

Não fica bem, a quem encheu Lisboa de outdoors a dizer "PARTICIPE".      


12 julho 2013

Intendente com vida

Se me perguntar onde é o meu trabalho, poderia dizer que é na zona dos Anjos. Pacífico q.b., certo? Então e se disser que é no Intendente? Que tipo de comentários inundam agora o seu pensamento?

É curioso ver o poder de 1 só palavra: "Intendente".

Há mais de 10 anos que ali trabalho. Sujidade, miséria, droga e prostituição eram o postal de visita de quem passava por estas ruas. A minha avó, que por aqui viveu e conviveu na sua juventude, ficava desolada com este cenário, tal a degradação sofrida da zona.

Como combater tudo isto? Podemos centrar-nos no problema e injectar dinheiro apenas para estes focos ou aproveitar os recursos locais, promover sinergias e relações sólidas no bairro (o Festival TODOS é 1 exemplo de sucesso, que falarei num outro post) e condições para que seja agradável e seguro ocupar as ruas.

Para mim, sentir tal transformação, é 1 aposta ganha de António Costa.
Coragem por ter trazido o seu gabinete para o Largo do Intendente. Sentir de perto a cidade e as suas dinâmicas é muito importante para que possa haver realmente mudança.

Por isso, falar-lhe das melhorias, não chega. Convido-@ a vir apreciá-las na primeira pessoa.

Se está demasiad@ stressad@ com o trabalho, tem aqui 1 óptimo medicamento: permita-se vir almoçar, vá, 1 dia por semana a esta zona e recarregar baterias para o resto da semana. Vai ver que é revitalizador.

 
Até já.

11 julho 2013

Prémio de 5 mil euros. Divulguem!


Até 30 de Julho, qualquer estudante que frequente uma universidade de Lisboa, poderá concorrer ao prémio "Academia LX" com um projecto de investigação orientado para a resolução de problemas concretos na cidade.

Um bom desafio para os estudantes de engenharia e talvez também design e arquitectura.

O regulamento está aqui

Sobre os barbeiros da Carris

Porque é que eu acho que este assunto dos "Trabalhadores da Carris querem 12 € por mês para cortar cabelo" é relevante? 
Por vários motivos: 
1) Primeiro, porque a Carris é uma empresa vital para o funcionamento da Cidade e uma das imagens que associo a esta empresa é a de uma empresa cada vez mais profissional, com a frota cada vez mais moderna e equipada e com excelentes motoristas. A esta melhoria que se sente, vê-se uma campanha permanente de tentativa de descredibilização da importância do transporte público, atacando os "grandes salários" dos trabalhadores da Carris, a grande maioria na ordem dos 700,00EUR/mês;
2) Segundo, porque se a empresa entendia e entende (e muito bem) que os seus funcionários devem trabalhar com boa apresentação, fornecendo por isso um serviço de barbearia, bem como fardas (e outros serviços logísticos, como cantinas), é mais que natural que tendo optado a empresa por "cortar" nesta vertente logística, haja toda a legitimidade para que os trabalhadores procurem a devida compensação, até porque as exigências mantêm-se. Não sei se 12,0EUR/mês é muito ou não para corte de cabelo (é provável que mensalmente seja muito), mas que é um assunto relevante, julgo que é.
3) Terceiro, porque talvez seja importante discutir da mesma forma as despesas de representação aplicáveis numa empresa pública, incluindo o "direito" a ter cartão de crédito, viatura da empresa ou até "lugar de estacionamento". Será que se cortou em tudo isto ou apenas na barbearia?
Imagine-se que um destes dias a Carris entenda também que deve cortar no serviço de fardamento. Nessa altura, caberá aos seus funcionários assumirem esta despesa?

01 julho 2013

A alegoria da caverna

Ainda a propósito deste post, fiquei recentemente confuso sobre se a autarquia Lisboeta deveria ou não proceder à remoção e limpeza destes veículos ilegalmente estacionados (do meu ponto de vista, claro), ou porventura propôr e apresentar em reuniões com os interessados que o seu ponto de vista (da autarquia) é o de que este espaço é uma ciclovia e um percurso pedonal e que o estacionamento ter-se-á que fazer em áreas existentes nas redondezas para o efeito, em espaços delimitados e para isso regulamentados (e pagos). 
Julgo que do outro lado a autarquia encontraria cidadãos que não se revêm neste conceito do direito colectivo à fruição do rio, a andar de bicicleta e a pé e, ou muito me engano ou as reuniões serão inconclusivas. Se forem inconclusivas, a autarquia deve ou não agir?

27 junho 2013

Eles atacam às 5ªs!

Lisboa, ciclovia ribeirinha, 5ªas feiras ao final do dia. Hora habitual do "crime"... 
Eles vêm pela ciclovia e estacionam. Entre as árvores, junto ao rio, sobre a pista.
Um perigo para quem venha distraído. Arrisca-se a um acidente quem não esperar um carro a sair do lugar estacionado, para mais ao final da noite depois de uns copos.
E tudo porque faltam uns pilaretes. Sim, o pilarete é o melhor amigo do Homem a seguir ao cão, como escrevi AQUI há tempos e tão polémico que foi. 
A verdade é que quando eles faltam, temos 6m2 de lata no nosso caminho.




Lisbon goes for Boris!

O The Guardian avança com a noticia de que a opção pela bicicleta já representa 24% dos veículos na hora de ponta em Londres!
Seria este cenário expectável há uns anos atrás? O que se fez então para alterar o padrão de mobilidade das pessoas em Londres? 
Estamos obviamente a falar de uma política de mobilidade que foi convictamente traçada em vários domínios, de uma forma transversal, pensando numa base sistémica de transportes.
Existe um sistema de financiamento do serviço de transportes e, o serviço prestado não fica assim refém, de resultados operacionais deficitários nalguns percursos. Só assim é possível corresponder às necessidades da população, planeando um serviço a uma escala próxima das necessidades de deslocação, muitas vezes intermodal.
Em paralelo desenvolveu-se um sistema partilhado de bicicletas (como em muitas outras cidades), por concessão a uma entidade bancária, que dá corpo à possibilidade de utilização em circuitos combinados com outros modos de transporte.


Um bem haja ao Mayor de Londres pelo trabalho politico feito até à data nesta área.
Ficam as sugestões de leitura:

 

Em Lisboa, também se tem começado a trilhar um caminho importante na integração dos vários modos de transportes, mas com várias condicionantes políticas e institucionais que impedem uma maior celeridade dos resultados práticos (refiro-me à participação directa dos municípios na gestão dos serviços de transportes). Os diferentes níveis de dependência tutelar da gestão das infraestruturas e serviços de transportes (nível municipal e metropolitano), têm proporcionado conflitos de interesse que em nada beneficiam os utentes dos transportes. 
Voltando à referência inicial do post, no que diz respeito à opção modal da bicicleta em deslocações urbanas, verifica-se um aumento da sua representatividade (principalmente no município de Lisboa), ao qual não são alheias algumas opções politicas que os executivo têm adotado. Ainda assim há muito trabalho a fazer, e alguns erros a corrigir. 

PS: Aproveito ainda para sugerir a participação na Massa Critica (site + facebook) que decorrerá amanhã seguida de uma festa da Cicloficina: GRANDE FESTA Cicloficina dos Anjos

24 junho 2013

Crowdfunding de António Costa por Lisboa

Sem revisitar a memória histórica de outras campanhas portuguesas, parece-me tratar-se da primeira vez que um politico desenvolve uma iniciativa de crowdfunding em Portugal...
Pelos seus objectivos e pelo espírito colaborativo que promove, trata-se de uma iniciativa que marca a agenda e merece divulgação! 
É um exemplo muito nobre de que é possível servir Lisboa contrariando a crise atual e promovendo uma maior participação de todos os cidadãos.

Fica o video de António Costa: Juntos por Lisboa


"Queremos promover a cidadania jovem, apelando à participação de todos na construção do futuro da cidade, na definição das suas prioridades e na seleção dos projetos que consigam incentivar as empresas na criação de emprego. Isso só é possível se, no dia 29 de Setembro, os jovens decidirem ser parte integrante da vida das suas freguesias, da sua cidade, do destino da sua Lisboa, participando na tomada de decisão do que consideram dever ser a "vida" de Lisboa e dos lisboetas.

Com a realização de um vídeo em que procuramos dar voz aos jovens lisboetas, em vários pontos da cidade, queremos reforçar a participação nas eleições autárquicas de Setembro. Queremos com este vídeo fazer com que se compreenda a importância do voto, a diferença que pode fazer não deixarmos por mãos alheias a decisão do nosso futuro e dos projetos e opções que afetam diariamente a nossa vida."


Ainda que em Portugal não vejamos iniciativas como esta, a comparação é inevitável, porque esta é uma ideia que tem paralelo "profissionalizado" nos EUA e que Obama promove, a uma escala inimaginável! Se calhar valerá a pena partilhar também os links abaixo...

Doing a crowdfunding campaign? Learn from Obama.

A Framework for Political Crowdfunding: Lessons From President Obama

22 junho 2013

A luta infinita contra o "abandalhamento"

José Sá Fernandes tem feito um trabalho muito meritório no que respeita à uniformização das esplanadas em Lisboa. Rigor na ocupação dos espaços, alinhamentos do mobiliário, uniformização dos equipamentos (mesas, cadeiras, guarda-sois sem publicidade) e até a substituição dos típicos "pára-ventos" de plástico ou mesmo as tendas por soluções discretas. Basta circular pela Baixa para ver a diferença, mas ainda recentemente a Avenida Guerra Junqueiro foi também disso exemplo.

O pior é que esta é uma luta quase tão difícil como combater os carros em cima do passeio: Se não houver fiscalização diária, os pára-ventos discretos são suporte para avisos, anúncios e ementas. 
É escrever torto por paineis direitos!
Nota: Colaboro à data deste post com o Vereador Sá Fernandes

21 junho 2013

Relatório CDP 2013 - Alterações Climáticas


Lisboa foi a única Cidade Portuguesa que respondeu a este inquérito internacional, agora divulgado, com a descrição das diversas medidas de mitigação e adaptação para as alterações climáticas a nível local e o relatório das emissões cidade a cidade:
https://www.cdproject.net/CDPResults/CDP-Cities-2013-usage-summary.pdf

20 junho 2013

Tolerar ou não os shoppings

O Bernardino levantava há tempos a importante questão da proliferação dos shoppings em Lisboa, os eucaliptos comerciais que secam o comércio tradicional. Independentemente dos gostos pessoais sobre os ditos, há que ver que a abertura de um shopping não é uma decisão comercial como outra qualquer, dadas as consequências que acarreta.
A morte do comércio local não é apenas a troca de um modelo comercial por outro, implica tirar a vida à cidade, retirando-lhe qualidade de vida, descaracterizando-a, reduzindo o movimento e criando sentimento de insegurança. Os shoppings levantam também problemas logísticos, propiciam as auto-estradas dentro da malha urbana, promovem uma mobilidade centrada no automóvel em detrimento de uma mobilidade mais humana.
É sinal do nosso individualismo bacoco (o mesmo que aceita as marquises ilegais e monos urbanísticos, porque o dono é o senhor supremo do seu pedacito de cidade) que se aceite  mais e mais shoppings sem discussão pública.
Vivi numa cidade holandesa, que apesar do seu tamanho médio (200 mil habitantes), estava até então livre de shoppings. Quando essa hipótese se pôs por pressão de um grupo de distribuição, o município decidiu delegar a decisão aos cidadãos num referendo local. 
O shopping perdeu, e a ideia morreu aí.

Lisboa em Si

É já amanhã, Sexta, pelas 22h, que Lisboa ouvirá os seus sons orquestrados, num conjunto que reunirá vários sinos de igrejas, cacilheiros, eléctricos, sirenes de bombeiros - numa composição musical de 7 minutos, em homenagem as 7 colinas da cidade, interpretada por cerca de 100 músicos.


Aguardo com expectativa!

Saber mais: www.lisboaemsi.com