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21 agosto 2013

O túnel da Grundig

Durante anos e anos, este local ao fundo da Rua Pascoal de Melo teve um reclame da Grundig.


O formato estranho deste edifício tinha uma razão de ser. Planeava-se que fosse a entrada directa para um túnel que atravessava a Penha de França até ao Vale de Santo António.
Tal nunca chegou a acontecer, talvez para grande frustração do proprietário do edifício que o poderia ter aproveitado de outra maneira, e o espaço morto é agora um parque de estacionamento.

Quanto ao túnel... falava-se que o plano era desviá-lo para a Rua de Angola, atravessando o Bº das Novas Nações e a Penha de França, para o "novo" Vale de Santo António, onde haveria lugar para mais umas dezenas de edifícios que albergariam 7mil novos habitantes.

Fonte: Público
Noutros tempos, todos estes projectos que agora parecem megalómanos, seriam possíveis. Hoje não.

Ao contrário do edifício da Grundig que ainda aguarda a chegada do túnel, o Vale de Santo António não deve ficar à espera, abandonado, que o seu Plano de Urbanização seja implementado em melhores dias, quando houver investimento. Há que repensar todo o Plano, compatibilizá-lo com a Estrutura Ecológica Municipal, e envolver os moradores da cidade numa efectiva discussão pública sobre o Vale.
Com os recursos dos dias de hoje, ali pode-se rearranjar as hortas urbanas existentes, completar a rede ciclável, reactivar o projecto da biblioteca municipal ou outros equipamentos (?), criar um espaço verde decente para os moradores das freguesias adjacentes, que actualmente olham para o vale como um espaço do nada.

23 julho 2013

De bicicleta eu vou!

Sabia que cerca de 50% dos trajectos em meio urbano com recurso automóvel são inferiores a 5 km? (Fonte: Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta)

Poderão grande parte desses trajectos ser substituídos pelo uso de transportes públicos ou até mesmo de bicicleta?

Para quem inicia uma nova rotina com um outro tipo de transporte, terá provavelmente que estudar novos percursos.

Se optar pela bicicleta e se ainda não reparou, para além da estrada já conhecida dos automobilistas, há uma extensa rede ciclável pela cidade.

De facto, são cada vez mais os utilizadores destas pistas para lazer mas também nas deslocações casa-trabalho, com múltiplas vantagens individuais e para a cidade. Alia-se o exercício físico com mais oportunidades de descobrir a sua Lisboa, reduzindo o tráfego automóvel e por isso melhorando a qualidade do ar, a médio e longo prazo.

No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, Lisboa E-Nova volta a apostar n' "Um dia a pedalar". E porque não?


Aqui está uma óptima oportunidade das empresas incentivarem os seus trabalhadores a experimentarem as ciclovias da cidade.

Se é empregador(a), informe-se sobre esta iniciativa e como poderá inscrever a sua empresa na página da Lisboa E-Nova.

Se está empregado e pretende aderir a esta iniciativa, fale com a sua empresa para aderir e planeie o seu trajecto no dia 20 de Setembro.

Recomendo o uso da ferramenta http://lxi.cm-lisboa.pt/lxi/, onde pode visualizar as ciclovias a usar no seu trajecto casa-trabalho (módulo "Temática" -> ciclovias) e a distância a percorrer.

A velocidade média de bicicleta em cidade anda pelos 14km/h, dependendo dos percursos de subida, em contraposição dos 5 km/h do peão.

Será que ganha tempo se for de bicicleta para o trabalho?

Experimente! Em grande parte dos casos, verá que os resultados são espantosos!

20 julho 2013

06 maio 2013

Mais uns metros de ciclovia

Estão a ficar prontas as obras na rotunda do Marquês de Pombal.


As alterações introduzidas acalmaram o tráfego e humanizaram o local. Hoje é habitual ver turistas na placa central e é extremamente fácil fazer a rotunda em bicicleta, coisa que antes alguns só faziam na Massa Crítica. Ainda assim, decidiram instalar lá uma ciclovia...

Nada contra... numa cidade em que se gastam milhões de euros com a circulação em automóvel, qualquer investimento na mobilidade ciclável é bem vindo. Dá-se visibilidade a este meio de transporte e transmite-se segurança a quem tem medo de andar de bicicleta por ali, porque já se habituou a pensar no Marquês de Pombal como ele foi sempre - uma rotunda infernal onde é fácil ter um acidente.

Ainda assim, não tendo eu formação ou conhecimentos para fazer um desenho alternativo, acho difícil que não se conseguisse fazer melhor do que o que para ali vai: zig-zags, curvas em 90 graus, na entrada da Av. da Liberdade a ciclovia passa ao lado do "precipício" das escadas do metro... sinais evidentes de uma contradição entre a vontade de começar a modernizar a cidade, preparando-a para modos de mobilidade mais inteligentes e uma grande inexperiência sobre como lidar com as bicicletas.