06 maio 2013

Mais uns metros de ciclovia

Estão a ficar prontas as obras na rotunda do Marquês de Pombal.


As alterações introduzidas acalmaram o tráfego e humanizaram o local. Hoje é habitual ver turistas na placa central e é extremamente fácil fazer a rotunda em bicicleta, coisa que antes alguns só faziam na Massa Crítica. Ainda assim, decidiram instalar lá uma ciclovia...

Nada contra... numa cidade em que se gastam milhões de euros com a circulação em automóvel, qualquer investimento na mobilidade ciclável é bem vindo. Dá-se visibilidade a este meio de transporte e transmite-se segurança a quem tem medo de andar de bicicleta por ali, porque já se habituou a pensar no Marquês de Pombal como ele foi sempre - uma rotunda infernal onde é fácil ter um acidente.

Ainda assim, não tendo eu formação ou conhecimentos para fazer um desenho alternativo, acho difícil que não se conseguisse fazer melhor do que o que para ali vai: zig-zags, curvas em 90 graus, na entrada da Av. da Liberdade a ciclovia passa ao lado do "precipício" das escadas do metro... sinais evidentes de uma contradição entre a vontade de começar a modernizar a cidade, preparando-a para modos de mobilidade mais inteligentes e uma grande inexperiência sobre como lidar com as bicicletas.

4 comentários:

  1. A subida para a ciclovia é toda ela uma lista de erros.

    1. É uma subida! Se aquele espaço foi refeito totalmente, porquê optar pela eleveação da ciclovia ao nível do passeio, ao contrário do que se faz na Holanda e Dinamarca?

    2. Como é que se sobe para ali?
    Subir aquele degrauzinho paralelamente ao eixo da via, é uma queda garantida.
    Subir obliquamente, implica abrandar e posicionar-me obliquamente no meio da via, correndo o risco de apanhar com um carro distraído por trás.

    3. 3 ângulos rectos no espaço de 10 metros! Até para peões seria um erro.

    4. Pelo que dá para perceber, a subida está em plena passagem de peões, onde estarão peões parados à espera do verde. Como se pode subir?

    5. Mistura-se bicicletas e tráfego pedonal


    Lá vou eu ter de ouvir uns berros "vai para a ciclovia!"

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  2. Realmente, perde-se cada oportunidade...

    Também fiz as mesmas perguntas que o Miguel, como é que se entra para ali de quem vem da Fontes Pereira de Melo? Na tentativa de subir o passeio rebaixado leva-se com um automóvel impaciente por trás ou vai-se contra um conjunto de peões que lá estará parado à espera do verde? Escolha difícil, talvez mais valha seguir em frente e ignorar a ciclovia.
    Mete dó perder-se estas oportunidades e avançar-se com uma obra que ficará ali umas décadas.

    Ainda hoje passei pelo tal "precipício" do Metro (à saída para a Av Liberdade), que conjuga uma curva de 90º, uma ciclovia de 1m e pouco (1,10m?), e um local de atravessamento de peões. Qual destes factores provocará primeiro a queda para o metro?

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  3. Fazendo um pouco de "advogado do diabo", reparem que o passeio é rebaixado. Mas não completamente!

    Uma vez, disseram-me que era de propósito, para fazer notar ao ciclista que ia mudar de ambiente, passando de ciclovia para uma estrada onde também podem passar carros. Isto foi no tempo da ciclovia de telheiras-benfica. Será que passado todo este tempo essa ideia peregrina ainda tem pernas para andar nos gabinetes onde se desenham as ciclovias ou terá sido apenas um problema de execução?

    Chamo também a atenção que aquilo, sendo na placa central das duas rotundas, não é um sítio habitual de passagem de peões. Os peões passam sobretudo pelo passeio de fora e não pelo de dentro.

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  4. Os peões passam pelo de fora porque o de dentro já está fechado. Como podes ver na foto, assim que permitiram a passagem já lá tens dois pares de peões no de dentro... na ciclovia.
    Um peão vai, sempre que possível, pelo caminho mais curto e directo, neste caso o passeio do meio.

    Por acaso tenho ideia de quando a rotunda ainda estava em "modo temporário- reversível" era agradável circular de bicicleta naquela espécie de ciclovia pintada, mesmo ao lado da via mais à direita de dentro. Até dava para entrar e sair em todas as 6 direcções, em segurança e sem subir passeios, não ficando apenas confinado às actuais 3.

    Vamos ver como ficarão as ligações ao resto da rede cicável - Av Liberdade e Fontes Pereira de Melo. Uma coisa é certa: veremos mais ciclistas ali a passar.

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