11 julho 2013

Sobre os barbeiros da Carris

Porque é que eu acho que este assunto dos "Trabalhadores da Carris querem 12 € por mês para cortar cabelo" é relevante? 
Por vários motivos: 
1) Primeiro, porque a Carris é uma empresa vital para o funcionamento da Cidade e uma das imagens que associo a esta empresa é a de uma empresa cada vez mais profissional, com a frota cada vez mais moderna e equipada e com excelentes motoristas. A esta melhoria que se sente, vê-se uma campanha permanente de tentativa de descredibilização da importância do transporte público, atacando os "grandes salários" dos trabalhadores da Carris, a grande maioria na ordem dos 700,00EUR/mês;
2) Segundo, porque se a empresa entendia e entende (e muito bem) que os seus funcionários devem trabalhar com boa apresentação, fornecendo por isso um serviço de barbearia, bem como fardas (e outros serviços logísticos, como cantinas), é mais que natural que tendo optado a empresa por "cortar" nesta vertente logística, haja toda a legitimidade para que os trabalhadores procurem a devida compensação, até porque as exigências mantêm-se. Não sei se 12,0EUR/mês é muito ou não para corte de cabelo (é provável que mensalmente seja muito), mas que é um assunto relevante, julgo que é.
3) Terceiro, porque talvez seja importante discutir da mesma forma as despesas de representação aplicáveis numa empresa pública, incluindo o "direito" a ter cartão de crédito, viatura da empresa ou até "lugar de estacionamento". Será que se cortou em tudo isto ou apenas na barbearia?
Imagine-se que um destes dias a Carris entenda também que deve cortar no serviço de fardamento. Nessa altura, caberá aos seus funcionários assumirem esta despesa?

1 comentário:

  1. até que enfim que leio o comentário de alguem em relação a este assunto, que pensa pela propria cabeça, e entende o ponto de vista de quem faz esta exigencia. se os cortes de cabelo nas barbearias da carris ( que já não existem faz anos ) foram uma regalia dada em troca de não haver aumento de ordenado, parece-me justo que se exija algo visto que agora não se tem barbearia nem o tal aumento de ordenado que devia ter sido dado na altura.

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