22 fevereiro 2013

Crónica de uma tragédia para Lisboa

A notícia hoje anunciada, a concretizar-se, será devastadora. 
A anulação do Porto de Lisboa é inconcebível, inaceitável e altamente prejudicial para Lisboa. Lisboa é uma cidade portuária e conviver com a actividade portuária é salutar e desejável.
A sensibilidade do território da Trafaria para receber uma infra-estrutura portuária desta dimensão é enorme. Só alterando profundamente a embocadura do Tejo, uma obra de custos muito elevados, será possivel esta infra-estrutura. Note-se que será preciso construir uma ferrovia para lá, bem como abre-se a porta à travessia Algés-Trafaria. O PSD regressou em força às obras públicas. Depois do TGV, de ontem se ter anunciado "mais estradas", agora uma obra faraónica. Pelos vistos, há dinheiro!

5 comentários:

  1. O projecto é realmente impressionante: De Lisboa sairão os contentores e o porto, ficando apenas um mini-porto de cruzeiros.

    O António Costa apareceu muito satisfeito na TSF e quem deve estar também contente é o Luís Fazenda e o Francisco Louçã, que em tempos rasgavam as vestes de fúria contra o "muro de contentores" que se estava a planear para ali.

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  2. Mas o terminal de Alcântara mantém-se... o Fazenda vai continuar a dizer que tapa a vista dos lisboetas para o rio.
    Pessoalmente até acho um cenário bonito, o porto.

    Também fico expectante sobre a solução que encontrarão para escoamento de mercadorias.

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  3. Concordo com tudo menos com a parte do a "actividade portuária é salutar e desejável". Sim é o de facto, mas apenas se queremos um porto pouco competitivo.
    Porque se queremos ser a porta da Europa, barcos com descargas superiores a 2000 contentores, então a situação actual não serve.

    Trafaria também não me parece adequado, mas custa-me ouvir tantas críticas aos contentores e agora...

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  4. Ah e já agora roda o mapa a foto a Norte...

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  5. Acho que ainda falta informação sobre tudo isto, alguma bastante relevante.
    Por exemplo, como vêm os contentores para Lisboa?
    Mas isto pode ter vários aspectos bons para Lisboa:
    Libertar da actividade portuária uma zona relevante do Tejo para outros usos, provavelmente deixa de ser necessária a parte de mercadorias na ponte Chelas-Barreiro (ou talvez a própria ponte?), reforço da atividade dos cruzeiros, requalificação de diversas zonas na AML...

    A saber

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