07 junho 2013

Vi com os meus próprios olhos, na Rua do Arsenal

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Na Rua do Arsenal o passeio é demasiado estreito para quase poder ser assim considerado. As pessoas não cabem pura e simplesmente lá e circulam pela rua exteriormente aos veículos ou em alternativa pelo passeio oposto. É muito difícil que se cruzem dois peões sem alguém ter que se colocar paralelo às fachadas. Em dias de chuva, os chapéus de chuva prendem-se uns nos outros. Sim, é mesmo muito difícil andar a pé ali.
De facto, pouco mais de metro e meio, nem sempre livres para se andar, pois algumas das lojas ainda acabam por ocupar área de circulação com a extensão de alguns objectos para fora da loja.
Mas este passeio é assim estreito porque, como se vê na 1ª foto, há uma fiada de estacionamento ao logo da fachada norte. Dir-me-ão os do costume: "lá está você a atacar o carro! Onde é que as pessoas estacionam para ir comprar? E depois lá se vai o negócio local".
FALSO!
Vi eu aqui, com os meus próprios olhos, aquilo que sempre suspeitei e que ainda há pouco tempo me tinham alertado: A generalidade das viaturas estacionadas são dos comerciantes, e servem de apoio à própria loja, ficando todo o dia naquele local. Vi um comerciante sair e abrir uma das carrinhas e lá dentro, confirma-se: é um pequeno armazém, cuidadosamente organizado com caixas, onde se vai buscar mais mercadoria à medida que é necessário re-abastecer a loja.
Parece-me que é uma Rua com um potencial comercial demasiado forte para ter uma fiada de "armazéns" estacionados todo o dia, não?
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7 comentários:

  1. Por um lado é verdade. Por outro é preciso ter cuidado ao retirar o estacionamento da via publica. É preciso perceber que há muita, mas muita gente que não podendo ir de carro deixa de ir. Dai o Colombo estar cheio... Parolice? Talvez e quanto a mim sim, sem dúvida. Mas se é o que há... Não é isso a democracia?

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  2. Boa tarde Segundo Anónimo.
    Lamento desiludi-lo mas isso é uma ideia feita sem confirmação, os estudos apontam no sentido inverso. Ruas pedonalizadas aumentam o comércio!
    Menos quantidade de cada vez mas mais vezes.
    Os comerciantes causticados pela crise e na maioria bastante ignorantes é que divulgam essa ideia. Já perguntou aos comerciantes da rua Augusta se gostariam de ver a rua novamente acessível ao transito automóvel?

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  3. Anónimo das 15:02: tem também razão, daí o "detalhe" do post chamar a atenção para no facto de que o estacionamento da rua é peculiar. Se alguém vai comprar à Rua do Arsenal, não estaciona ali pois os lugares estão (aparentemente) afectos aos comerciantes.
    Nota: Há 1 estacionamento público a 100m na Praça do Município.

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  4. Caro Rui Martins,
    Daqui 2º anónimo.
    Percebo perfeitamente o que diz, mas não é assim tão linear. Há excepções para um lado e para o outro.
    E o que as ruas da baixa "morreram" depois de acabarem com o estacionamento no terreiro do paço? Ainda bem que acabaram, claro, era uma aberração, mas teve consequências.
    De qualquer forma, a Rua Augusta é um mau exemplo na medida em que é mais turístico do que comercial. Digo comercial no sentido de atrair pessoas que lá se deslocam propositadamente para comprar coisas como fazem quando vão a um Centro Comercial.
    Lisboa é um local muito turístico e a baixa ainda mais. E confundir comercio de rua pelo seu valor comercial é fácil de confundir com o que é gerado pelos turistas estrangeiros ou malta a passear ao fim de semana.
    A questão é, se fecharmos ruas ao transito em Bragança ou na Covilhã o resultado é igual?
    Quanto a ter lugares "privativos" para os comerciantes é muito complicado... Por um lado não queremos que estejam a ocupar todo o dia os lugares que fazem a diferença que sejam rodados por potenciais interessados na visita aquela zona. Por outro... Convém dar alternativa aos pequenos comerciantes que muita vezes (nem sempre!!) precisam de levar carro para transporte de mercadoria e não podem pagar 12 ou 15 euros por dia de parquímetro.

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  5. Vivi uns tempos nessa zona, em dias de chuva e de sol, nunca tive problemas em passar no passeio. Parece-me a mim, que se esta a inventar um problema onde ele não existe. Mais grave é por exemplo terem em 2009 colocado um piso de alcatrão por cima do piso de pedra, e este já esta totalmente deteriorado.E continua-se a fazer o mesmo erro em muitas zonas de Lisboa. Essa rua tem problemas que a meu ver não se aplicam ao passeio. A única parte do passeio que ficou mais estreita na altura em que ai vivi foi quando um prédio abandonado começou a cuspir telhas para a rua. Foi delimitado uma zona de segurança em volta da fachada do prédio obrigando as pessoas a irem para a estrada.Enfim, não vivemos num mundo perfeito. ass: David R.

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  6. Recordo apenas o que se passou na Rua Direita e zonas limitrofes, em Cascais. Quando a Câmara resolveu retirar os lugares de estacionamento choveram criticas, sobretudo dos comerciantes locais a prevêr uma quebra nas receitas. Acontece que o trabalho de casa estava feito e a Câmara tinha registos fotográficos, efectuados em dias sucessivos, onde mostrava que os carros estacionados eram quase e apenas os dos próprios comerciantes, já que eram estes que chegavam ao local antes dos próprios clientes (quando não ficavam lá estacionados dias seguidos). Acontece que o projeto de retirar/ limitar os carros do centro histórico foi adiante e hoje é dos locais de Cascais onde as rendas dos espaços comerciais são mais elevadas. Cada caso é um caso, cada um retira as conclusões que entender desta estória.

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