23 março 2013

Até quando?

Enquanto Lisboa recupera a sua frente de rio, onde é que os Concelhos vizinhos gastam o dinheiro?
Em Oeiras já sabemos: Parque dos Poetas: 27 milhões de Euros de obra, por 7 hectares de jardim.
E Cascais?
Admite-se que entre Lisboa e Cascais, no Século XXI, não se consiga ir a pé ou de bicicleta?

10 comentários:

  1. Eu sei que falas da frente-rio, mas em Lisboa tens Sete-Rios - Entrecampos que é um percurso ainda mais complicado de fazer a pé.

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  2. Ui, em Oeiras há uns mimos fantásticos... por exemplo, ir de Linda-a-Velha a Carnaxide. À noite então, é um espetáculo! Depois em Sintra, ir do Monte Abraão a Queluz de Baixo. Acho que exemplos desses há por todo o lado, como em Lisboa também... uns são mais fáceis de resolver, outros são mais dificeis... Mas aqueles com mais potêncial de fruição e com mais procura, deveriam ser prioritários.

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  3. Essa comparação nao faz sentido.

    E em Oeiras e Cascais não há passeios maritimos?

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  4. Este post é no mínimo desconhecedor da realidade.

    São realidades completamente diferentes, o autor deste post não conhece a realidade de Oeiras ou de Cascais.

    No centro de Lisboa a complexidade de fazer este tipo de passeio é muito diferente dos concelhos limítrofes.

    Por outro lado, o tipo de utilizador é também diferente. Em Oeiras existem imensas pessoas que usam o passeio marítimo aos dias de semana, não sei se acontece o mesmo em Belém, mas pelo que me parece é mais ao fim-de-semana.

    Não é comparável, umas centenas de metros da Ribeira das Naus, por exemplo ao caminho Guia-Guincho, que são cerca de 7 km de natureza e que até tem bicicletas gratuitas (mas as bicicletas partilhadas em Lx é só um esquema para ganhar votos).

    Já agora, medido a olho (googlemaps), o caminho Carcavelos»Sto Amaro têm o mesmo comprimento que Algés»Alcantara. O que me leva a pensar que em termos percentuais Lisboa está a anos de Luz tanto de Cascais como de Oeiras em termos de aproveitamento da frente maritima.

    Quanto à pergunta final, é possível fazer mais kms seguidos tanto em Cascais como em Oeiras do que em Lisboa, portanto Lisboa é que tem que melhorar (que já o está a fazer, se bem que com muito mais pompa e circunstancia do que obra feita efectivamente, reforço são apenas umas centenas de metros...)

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  5. Anónimo das 12:12h, nos passeios de Oeiras e Cascais a bicicleta pode circular a qualquer hora? Não pode.
    Anónimo das 13:39h, resido no Concelho de Oeiras e sou frequentador frequente do passeio marítimo, a correr a andar. Sei do que estou a falar.
    Vou postar em breve um post sobre a total falta de condições em Oeiras para se andar a pé e de bicicleta, e aí até lhe dou de barato o "passeio maritimo"...

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  6. Em Oeiras não há uma rede de percursos cicláveis, e os passeios marítimos não são acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida, nem em Paço de Arcos, nem em Santo Amaro de Oeiras, muito menos na Cruz Quebrada ou Caxias...
    O caso mais flagrante é o acesso desde o fim do passeio da Cruz Quebrada quando chegamos à curva do Mónaco, onde o passeio tem 40cm de largura, um lancil sobreelevado e deixa quem tem carrinho de bebé ou de rodas apeado a poucos metros da praia e estação de Caxias, sem acesso possível devido ao espaço atribuído aos carros na Marginal (4 metros na via da direita vs. os 0,4m do passeio)...
    Isto não são passeios marítimos, são postais de visita para vender o destino à distância, mas não ver a realidade triste e crua de perto.

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  7. Curiosamente a nova ampliação do Parque dos Poetas também não cumpre o regulamento das acessibilidades nem é permitida a circulação a bicicletas, mas sim prevê um mega-parque de estacionamento de 1,5€ milhões - entretanto abandonado para "poupar dinheiro" aos contribuintes com metade já pago - tudo para o povo se deslocar de carro ao parque e ter um novo repuxo digno do Dubai, que custou 1€ milhão...

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Nada de estranhar num município gerido por novos ricos que preferem gastar mais em sinalética rodoviária do que em apoio social para os idosos, de acordo com o ensaio económico do Paulo Trigo Pereira, "Dívida Pública e Défice Democrático" (Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2012).

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  10. http://www.publico.pt/local-lisboa/jornal/camara-viola-as-suas-proprias-regras-no-abate-de-arvores-da-avenida-da-ribeira-das-naus-26425816

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