07 abril 2013

El coche nos cuesta

Há cerca de 20 anos atrás, o excesso de automóveis já era um problema muito grave na gigantesca Cidade do México. Foi então implementada uma medida bem simples que, apesar de bem intencionada, poderá ter contribuído até para agravar o problema.

Foram implementadas medidas restritivas à circulação durante determinados dias da semana conforme o número da matrícula. Resultado: muitas das famílias que já tinham automóvel, tiveram mais um incentivo para adquirir uma 2ª ou 3ª viatura para poder contornar a proibição.

Hoje em dia, segundo notícias que nos chegam, a abordagem para a resolução deste problema tem sido muito sofisticada, envolvendo recursos muito substanciais (mas provavelmente não tantos como os que já foram gastos para criar toda a panóplia de infraestruturas para os carros), inspirados nas melhores práticas das capitais europeias:

  • Aposta nos transportes públicos (TP)
  • Densificação da cidade, nomeadamente em torno de terminais de TP
  • Encarecimento do preço dos combustíveis para automóveis (diminuição dos subsídios)
  • Taxação do seu uso/ocupação do espaço público (nomeadamente parquímetros)
  • Redesenho do Espaço Público, retirando espaço ao automóvel (estreitamento ou retirada de faixas de rodagem)


Apesar da diferença de escala, os paralelismos com os problemas que a cidade de Lisboa são evidentes.

Numa altura que todos os candidatos e quadros partidários deverão estar a preparar os seus programas às eleições autárquicas, fica aqui a sugestão para eles, de visualização desta pequena apresentação do ITDP-México que o meu amigo João Pimentel Ferreira tem andado a divulgar.

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